Por onde começar?

O diagnóstico é o primeiro passo para que uma empresa possa fazer o seu planejamento estratégico. É através dele que a organização pode se munir das informações para estabelecer o direcionamento para suas estratégias de desenvolvimento.

O diagnóstico estratégico pode ser visto como um radar que acompanha tudo durante o tempo todo, captando informações e mantendo a empresa informada com relação ao ambiente e com relação à sua atuação, procurando identificar e monitorar de forma permanente todas as variáveis competitivas que possam afetar seu comportamento e desenvolvimento.

Tomando como base o diagnóstico estratégico, a empresa consegue se antecipar às mudanças do mercado e se preparar para atuar ativamente nos ambientes internos e externos.

O diagnóstico fornecendo a análise do ambiente de negócio

Toda e qualquer organização é um sistema aberto, estando em constante interação como meio em que está atuando. Para sua sobrevivência, a empresa necessita de insumos, que são os recursos financeiros e materiais e seu capital humano, para transformar em bens e serviços que, por sua vez, são oferecidos ao mercado.

Os produtos e serviços tem como objetivo atender determinadas necessidades e esse atendimento é que irá produzir os resultados para retroalimentar a empresa, através de suas receitas e lucratividade.

A relação da empresa com o ambiente externo, portanto, deve ser considerada um fator-chave para sua própria existência e, assim, devemos entender como se comporta esse ambiente e como ele se apresenta para ser atendido, promovendo a melhor gestão empresarial.

O diagnóstico para o planejamento estratégico deve fornecer todas as informações sobre determinados aspectos:

  • Aspectos socioculturas, que envolvem as preferências, as tendências, a cultura, o nível educacional e o estilo de vida das pessoas, a distribuição em faixa etária e geográfica do público-alvo da empresa;
  • Aspectos legais, que envolvem o planejamento tributário, as leis, impostos e taxas aplicáveis à atividade da empresa;
  • Aspectos políticos e governamentais, analisando políticas de incentivo ou de restrição e as influências de outros grupos de interesse;
  • Aspectos econômicos, com a análise dos juros, do câmbio, da renda, de níveis de emprego, da inflação e de índices de preços;
  • Aspectos tecnológicos, relacionados a pesquisas e desenvolvimento de novos produtos, avanços tecnológicos e seus respectivos custos.

Análise das forças competitivas no diagnóstico empresarial

Mesmo com todas as diferenças existentes entre as organizações, a competição é determinada por cinco forças principais:

  • Rivalidade entre vendedores concorrentes, determinada pelo número de empresas concorrentes, seu tamanho e condições existentes de competitividade, como demanda, integração das empresas e estratégias competitivas utilizadas;
  • Tentativas de conquistar novos clientes com produtos substitutos, entendendo-se como substitutos produtos que podem atender às mesmas necessidades dos oferecidos pelos concorrentes;
  • Potencial de entrada no mercado de novos concorrentes, determinado pela quantidade de barreiras existentes no mercado bem como pela reação dos concorrentes já instalados;
  • Poder de negociação dos fornecedores, definido pelo tamanho da empresa, pela importância do insumo e pelas vantagens oferecidas para a empresa cliente;
  • Poder de negociação dos compradores e clientes, que tanto é maior quanto mais opções esses clientes tiverem, principalmente pela possibilidade de troca de marcas sem maiores custos.

O empresário deve conhecer bem o perfil das forças competitivas presentes em sua empresa, já que elas serão determinantes para a lucratividade empresarial. Quando maior for a intensidade das forças competitivas, maior será, portanto, a competitividade da empresa e menor a lucratividade coletiva das empresas concorrentes.

Vistos e analisados todos os aspectos da competitividade, é necessário partir para sua síntese, procurando identificar as principais oportunidades e as ameaças apresentadas pelo mercado através da análise do ambiente externo.

Oportunidades são aqueles fatores do ambiente geral e da empresa que, quando bem aproveitados, oferecem vantagens competitivas para a empresa. Nesse caso, até mesmo as falhas apresentadas por empresas concorrentes podem ser aproveitadas como oportunidade para melhorar um produto e conseguir um diferencial.

Com relação às ameaças, esses são fatores que podem atrapalhar o funcionamento da empresa, criando dificuldades para seu desempenho e gestão. Entre as ameaças podemos considerar, por exemplo, a chegada de um forte concorrente no mercado, a implantação de restrições tarifárias, a redução de demanda e outros aspectos que podem influenciar a melhora do desempenho empresarial.

Contudo, é necessário destacar que o planejamento estratégico não deve ser apenas definido através de oportunidades e de ameaças identificadas. O empresário deve fazer uma triagem do que for mais relevante em relação à sua própria empresa.

A seleção deve priorizar as oportunidades oferecidas pelo ambiente para que sua empresa possa aproveitar as chances reais de sucesso, dando maior valor às oportunidades nas quais sua empresa apresenta as competências necessárias.

Quando se trata de ameaças, o empresário deve selecionar as que se tornam maiores preocupações para seu gerenciamento, resolvendo aquelas que afetam diretamente sua empresa e a atividade em que está atuando.

A análise externa deve ser acompanhada da análise interna, quando o empresário pode avaliar as competências e as falhas da empresa, utilizando as informações como referência e como complemento para completar o seu diagnóstico.

Todas essas informações podem ser melhor analisadas através de um software especializado, que pode trazer as melhores soluções para sua empresa.



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